Satélite mostra mancha escura no litoral do NE antes da passagem do Bouboulina

Imagem de satélite obtida por pesquisador da UFAL mostra um rastro negro (paralelo à linha azul, usada para marcar o comprimento da mancha) ao norte do litoral potiguar; ele apareceu antes da passagem do Bouboulina por ali Foto: Humberto Barbosa/UFAL

SÃO PAULO — O  Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) encontrou uma fotografia de satélite que revela um mancha em forma de rastro no litoral nordestino, 40 km ao norte de São Miguel do Gostoso (RN), em trajetória similar à do petroleiro Bouboulina , apontado pelo governo brasileiro como principal suspeito pelo crime.

O rastro escuro de 85 km de comprimento apareceu, no entanto, antes de o navio grego passar pela rota. A descoberta, do grupo comandado pelo cientista Humberto Batista, sugere que pode haver outro suspeito para o derramamento de óleo no Nordeste.

A imagem em questão foi feita por um sensor do satélite europeu Sentinel-1A. O dispositivo enxerga variações sutis de altitude, como as próprias ondas do mar, e propriedades elétricas dos líquidos, que distinguem, por exemplo, água salgada de óleo. A mancha apareceu parcialmente numa imagem de 24 de julho, mas o Bouboulina só passou naquela área em 26 de julho.

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