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Silêncio incômodo

Surpreendente -  Bolsonaro, na orla do Rio de Janeiro, em sua primeira fala sobre o caso do motorista: sem explicação

Bolsonaro não informou a data nem o motivo do empréstimo, nem por que um funcionário que movimenta mais de 1 milhão precisa pedir uma quantia tão modesta.

O presidente eleito Jair Bolsonaro e seus filhos estão vivendo um momento petista desde que veio a público, em reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que o motorista de Flavio Bolsonaro movimentou 1,2 milhão de reais em sua conta no período de um ano — quantia que o Coaf, órgão que vigia as transações bancárias, considerou incompatível com a renda do correntista. Para complicar, soube-se ainda que o motorista fez uma transferência de 24 000 reais à futura primeira-dama, Michelle.
O momento petista começou quando o presidente eleito, na orla do Rio de Janeiro, disse aos repórteres que os 24 000 eram o pagamento de um empréstimo que ele fizera ao motorista. “Ninguém recebe ou dá dinheiro sujo com cheque nominal, meu Deus do céu”, completou. Surpreendentemente, considerou que tal declaração era uma explicação perfeita e acabada para o caso. Bolsonaro não informou a data do empréstimo, nem o motivo do empréstimo, nem por que um funcionário que movimenta mais de 1 milhão precisa pedir uma quantia tão modesta — e ainda recorre, como mostra reportagem nesta edição, ao financiamento de 80% de um imóvel de pouco mais de 350 000 reais. Seu filho Flavio Bolsonaro disse que falou com o motorista e dele ouviu uma “história bastante plausível”, mas deu-se ao direito de não esclarecer no que consiste a “história”.
Fonte: veja.

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