Tratamento de doença de Parkinson precisa ser mais amplo na rede pública, diz neurocirurgião

Tratamento de doença de Parkinson precisa ser mais amplo na rede pública, diz neurocirurgiãoDoença degenerativa que atinge o sistema nervoso central, o chamado Mal de Parkinson atinge 1% das pessoas com idade acima dos 65 anos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com o envelhecimento da população brasileira, a preocupação com essa patologia se torna cada vez maior. No entanto, o país ainda precisa de evoluções tanto no tratamento quanto na difusão de conhecimentos. 

Por conta dessa necessidade, uma equipe de neurologistas e voluntários da Associação Baiana de Parkinson e Alzheimer (Abapaz) estará no próximo dia 11, quando é lembrado o Dia Mundial da Doença de Parkinson, no Shopping Barra. Na ação, que acontece das 9h às 12h, serão oferecidas orientações a pacientes, familiares e cidadãos que queiram saber mais sobre a doença.

“A gente ainda tem pouca mobilização no Brasil, mas vejo isso de forma geral para todas as doenças. Nos Estados Unidos, quando a gente vai comparar, vê uma preocupação e preparo muito maior com relação a informação. Comparativamente, estamos muito atrasados com relação à difusão de informações, uma rede de assistência, o paciente não sabe quem procurar, como é o tratamento...”, opinou o neurocirurgião Carlos Romeu, em entrevista ao Bahia Notícias.

Por ser uma doença sem cura, os tratamentos são sempre voltados a melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir a velocidade de progressão dos sintomas. No entanto, os pacientes reféns do Sistema Único de Saúde (SUS) acabam muitas vezes prejudicados pela ausência de alguns tratamentos na rede pública, segundo o profissional.

“É preciso ter um hospital de referência, o que ainda não temos aqui em Salvador na parte pública. O paciente de Parkinson do SUS tem um tratamento medicamentoso adequado, mas não consegue a cirurgia, por exemplo. Isso ainda precisa caminhar bastante e envolve política, através da liberação de recursos e estrutura”.

Durante a entrevista, o neurocirurgião falou ainda sobre sintomas e tratamentos da doença de Parkinson, além da importância de uma rede de apoio para os pacientes. Clique aqui e leia a entrevista completa na coluna Saúde.

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