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Conheça as propostas dos candidatos ao Executivo da Bahia para gerar empregos

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Os candidatos ao governo da Bahia falaram ao BN das duas propostas para seis temas considerados pelos leitores do site como mais importantes para o estado: Educação, Geração de Emprego, Segurança Pública, Interiorização da Bahia, Saúde e Combate à Corrupção.

Entre as propostas para geração de emprego e renda estão o incentivo a instalação de indústrias, investimento no turismo através da Bahiatursa, estímulo da produção agrícola e da economia. Confira o que cada um dos candidatos propõe para este tema:

RUI COSTA (PT)
O candidato não concedeu entrevista ao Bahia Notícias.

MARCOS MENDES (PSOL)
A gente não quer esse modelo de geração de emprego de grandes empresas que a gente dá incentivos fiscais. Deixa eu dar a você quanto foi o valor de incentivos fiscais no ano passado: R$ 2.800.000.000 de incentivos fiscais e o Tribunal de Contas do Estado disse que não tem transparência se essas empresas estão dando retorno pra o Estado. A Ford deve dar hoje em torno de 600 empregos, é quase R$ 1 bilhão, mais de 900 milhões de reais de incentivos fiscais. Isso não se justifica. Há indícios fortíssimos de que alguém está se beneficiando com isso e não é o povo baiano porque você vê aí, hoje temos um dos estados com mais desemprego, uma das capitais que mais desemprego tem também, então a gente quer começar a trabalhar com essa geração de emprego, principalmente emprego no campo.

Nós temos mais de 4 milhões de pessoas, somos a maior população rural. Nós temos em torno de 700 mil comunidades de agricultores familiares, temos mil comunidades de fundo e fecho de pasto, temos 991 comunidades quilombolas. O que é a que a gente precisa fazer? Investir nessas comunidades, elas estão assentadas em terras públicas.

Podemos fazer uma reforma agrária aqui, que a gente chama de regularização fundiária sem gastar um centavo. Fazer o quê? E ter um trabalho feito, inclusive pela CDE, profissionais da CDE, que fez um trabalho discriminatório público, que é pra saber se terras que estão assentadas por determinadas empresas privadas, do agronegócio, por exemplo, foi investigado e houve uma conclusão de que 80% dessas terras são terras públicas que estão sendo griladas de maneira grosseira. Isso vindo pra o estado, a gente tem em torno de 70%, 80% das terras públicas devolutas e que a gente pode fazer a regularização fundiária, titulando todas essas terras dessas comunidades tradicionais.

Aí trazer de volta a Ebda, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola, que tinha um papel fundamental de dar todo apoio logístico e técnico a essas comunidades tradicionais. Trazer de volta o Derba, Departamento de Estradas e Rodagens da Bahia, que era responsável não só pelo planejamento, mas manutenção e construção das estradas, principalmente vicinais para escoamento dos produtos dessas comunidades tradicionais.

Trazer também a Cesta do Povo. Todos três sob a tutela de trabalhadores e trabalhadoras, sob tutela popular. A Cesta do Povo, é bom que as pessoas saibam, tem uma capilaridade, é a segunda maior capilaridade do estado da Bahia de lojas. Tinha em torno de 278 lojas quando foi exterminada, então é o que a gente quer transformar no grande mercado público estadual pra comercialização do produto dessas comunidades tradicionais. Você incentiva o trabalho no campo, você distribui renda, você fomenta a economia local e regional, você tira esse fosso que existe concentrado em Salvador e Região Metropolitana e distribui pra todas as regiões.

A gente pode fazer as agroindústrias através das cooperativas e junto fazer um desenvolvimento, uma revolução no campo onde você tem essas comunidades. Tem muita gente concentrada nos grandes centros urbanos, 80%, e uma pesquisa do IBGE disse que 70% quer voltar pra o seu local de origem, mas precisa ter perspectiva de vida, isso vai dar perspectiva de vida nas pessoas e o incentivo pra essas comunidades tradicionais é através da agroecologia e baseado na permacultura. Nós queremos desmatamento zero no agronegócio que está desmatando.

Queremos zero de agrotóxico, vamos fazer um combate pesado aos agrotóxicos aqui na Bahia e ao desmatamento, a gente quer desmatamento zero. É incentivar a agroecologia com permacultura pra incentivar a vida e trazer a saúde para as nossas mesas.

ORLANDO ANDRADE (PCO)
Redução da carga horária é fundamental, reduzir a jornada da carga horária para não sobrecarregar o trabalhador, e abrir vagas. Eu acho que o estado tem que investir em obras públicas, e aí vão falar 'Ah mas falta dinheiro', não falta dinheiro, é que o dinheiro que tem é pago aos banqueiros, então a gente vai deixar de pagar juros para banqueiro e especulador, para investir na classe trabalhadora, em obras, abrindo canteiro de obras para empregar pessoas.

ZÉ RONALDO (DEM)
A Bahia hoje é campeã na questão do desemprego, nós temos 1,3 milhão de pessoas desempregadas. Eu acho que a partir do momento que você começa a fazer o desenvolvimento do estado, investir na infraestrutura, vai gerando mais emprego.

A questão do turismo, que hoje é totalmente abandonado na Bahia. A Bahiatursa só existe hoje única e exclusivamente para contratar banda para São João, São Pedro, Carnaval, essas coisas todas. Então eu acho que ela tem que voltar a ser a Bahiatursa que foi no passado, que ia para fora atrair o turista para a Bahia. Eu acho que na hora que se dá total apoio a Bahia para voltar a crescer com turismo, você vai gerar empregos.

Fazer o Aeroporto de Porto Seguro, vai dar oportunidade gerar emprego, o de Ilhéus da mesma forma, tudo isso pode ser feito. Fazer a infraestrutura necessária no oeste da Bahia, no extremo sul, para que a agricultura e o agronegócio ampliem o número de pessoas trabalhando.

No semiárido da Bahia podemos fazer um projeto semelhante ao que existe aqui na região de Feira de Santana, que é um sistema integrado com agricultura, onde tem uma agricultura forte e você fez um sistema integrado. Eu pretendo fazer isso com o semiárido, com a caprinocultura, eu acho isso importante.

CÉLIA SACRAMENTO (REDE)
Nós temos um caminho na Rede Sustentabilidade que é fortalecer as atividades relacionadas a agricultura familiar e as cooperativas de agricultura com projetos de infraestrutura. Vamos tirar do papel a ampliação e estruturação do Porto de Ilhéus, vamos viabilizar que realmente aconteça a ferrovia, pelo menos de Barra da Choça até Ilhéus. A gente precisa viabilizar que isso aconteça, porque ali nós vamos viabilizar o escoamento de minérios, de produtos da área agrícola, e consequentemente gerar muitos empregos.

Mas existem as bacias hidrográficas, e sem planos de bacias para identificar quais são realmente as carências de cada região nós não vamos para lugar nenhum. Nós precisamos trabalhar de forma forte para conseguirmos ainda salvar o Rio São Francisco e dar para toda aquela população, que ta ali na área de Remanso, Casta Nova, Sento Sé, Pilão Arcado, Sobradinho, possibilidade de crescimento através da atividade agrícola. Então nós temos tudo e não temos nada. Tudo é: a água, a disposição através do rio, que está se acabando, ou através do lençol freático. E o que é que nós não temos? Políticas públicas para viabilizar.

São mais de 250 cidades do semiárido sem qualquer atenção, nos temos toda uma condição de energia solar, energia limpa, que poderia ser utilizada para nós viabilizarmos todo um serviço de drenagem buscando inclusive as águas que estão salinizadas e viabilizar processo de tirar esse sal. Se conseguirmos fazer todo um trabalho de irrigação da terra, gerando todas as condições para o agricultor poder desenvolver o seu trabalho, nós podemos fazer uma série de ações para gerar emprego no campo.

Não existe na Bahia linhas de transmissão de energia eólica. A energia limpa produzida na Bahia na região entre Brumado e Caetité, 40% vai para o Rio de Janeiro e São Paulo, não tenho nada contra, mas e 60%? Está indo para o lixo, pela falta de linhas de transmissão, ou seja, as pessoas estão pagando energias caras, por falta de compromisso público, um simples fator, que não é muito oneroso, linhas de transmissões. Com linhas de transmissões nós vamos ter energia limpa. Nós precisamos reverter todo esse processo. Então nós temos como gerar emprego, o problema da Bahia é gestão.

O último item das nossas propostas para geração de emprego, é a questão do cuidado. A Bahia tem vivido nos últimos anos um processo de desindustrialização, é um absurdo, a falta de atenção. No Stiep tem uma Federação de Indústrias e Comércio, é uma entidade tradicional, competente e qualificada, altamente preparada com projetos para cuidar da industrialização do nosso estado, e o que nós vemos é que não houve cuidado e nem política pública. Hoje todas as indústrias que fazem parte da região metropolitana estão sem amparo governamental, muitas indústrias saindo, sem falar a possibilidade de termos a valorização dos polos de produção e geração de emprego. Então como projeto da Rede Sustentabilidade nós vamos cuidar principalmente dos polos que podem gerar emprego. Nós vamos descentralizar o processo de industrialização do estado fortalecendo os polos atacadistas, o polo de informática, criando novos polos, e fortalecendo os que já existem na região metropolitana.

JOÃO HENRIQUE (PRTB)
Primeiramente o Desenbahia deveria ter linhas de crédito, não para financiar grandes empresários, mas para financiar jovens que saíram da faculdade e não tem oportunidades para financiar seus negócios. Na Bahia e no Nordeste o parque industrial é reduzido, ele está concentrado em Feira de Santana, em Simões Filho, Camaçari e algumas indústrias no interior do estado como em Alagoinhas e Itapetinga, espalhados feitos oásis no interior que o governo, através de incentivos fiscais, conseguiu trazer.

Para geração de emprego eu proponho desconcentrar o investimento econômico, as indústrias, para o interior da Bahia, vamos ver as potências de cada região. Outra coisa ampliar o Porto de Aratu, ampliar os aeroportos de Ilhéus e Vitória da Conquista, que estão muito pequenos para passageiros e cargas.

Obras de infraestrutura são tão importantes quanto usar o Desenbahia para incentivar as pessoas a abrirem pequenos negócios, que não tem como abrir porque não tem capital de giro. O Desenbahia conosco terá um programa para financiar, com até dois anos de carência, para os jovens começarem a pagar depois desse período, claro que se o Banco Central permitir. Hoje a carga tributária e a burocracia para você abrir uma empresa no Brasil é de no mínimo 3 meses e meio, e pra fechar também. Enquanto não fecha, os impostos estão ali contando. Quando se fala em gerar empregos você tem que pensar na infraestrutura, quer dizer a rede ferroviária, a rede metroviária, rede portuária.

JOÃO SANTANA (MDB)
Através da agricultura. Hoje no cacau você tem 300 mil desempregados. Na área do sisal 400 mil. Você sabe quantas pessoas a cultura do sisal já empregou na Bahia? Vou reestruturar e fazer uma senhora Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), não mais com esse nome, parece que ele é amaldiçoado, eu vou fazer a Ematerba. Todos os estados têm, por que eu vou esquecer do nome Ematerba? Então nós vamos recompor isso. Em cada área dessas você tem um mundo de desempregados, se você retorna essas culturas, essas lavouras...

Me perguntaram o que eu achava da ponte sobre a Baía de Todos os Santos, a princípio não acho nada ruim, agora esse dinheiro na ponte, se eu for governador, eu acho que não vou usar na ponte, eu tenho prioridades. Esse dinheiro dá para recuperar a Bahia economicamente, são bilhões. Com R$ 500 milhões eu recupero a cultura do sisal, com R$ 500 milhões eu recupero a cultura da mamona, e recuperar não significa dar, nem o estado produzir, significa criarmos fomentos, através de bancos do estado, bancos públicos, para você retornar as atividades. Porque todas elas têm mercado internacional, então essa pra mim é a fonte principal.

A segunda é o turismo, que eu não vou precisar fazer uma cachoeira, não vou fazer uma praia, não vou construir um mar, tudo tá aí feito pela natureza, então é só disciplinar, vender nossos produtos no exterior, sazonalmente. De onde é que vem, por exemplo, 30% dos turistas que nos procuram? Supondo que venha da Espanha. Então no período certo, a minha Bahiatursa vai mandar para a Espanha um grupo cultural da Bahia, com a cultura afro, cultura indígena, vai exibir tudo que nós temos na gastronomia, na história da Bahia, vai passar lá um mês, dois, fazendo isso, vendendo a Bahia. Isso não acontece. Faremos um calendário turístico para vender, para todo mundo saber que a Bahia é um potencial nessa área, então essa é outra forma de abrir empregos.

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